Ano Montagne

Outubro 2014 – Julho 2015

O encontro com o jovem Montagne foi um acontecimento que marcou profundamente a vida de São Marcelino Champagnat e certamente fez nascer o Instituto Marista.


Em 28 de outubro de 1816, Marcelino é chamado à casa de um carpinteiro em Les Palais, povoado próximo a La Valla, para atender o jovem João Batista Montagne no leito de morte. Surpreendeu-se ao ver que o rapaz de 16 anos ignorava as verdades religiosas. Pacientemente, expressou-lhe toda a solidariedade e preparou-o para morrer. O fato convenceu Marcelino de que não havia mais tempo para esperar. Era preciso agir. Decidiu fundar o Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria, os Irmãos Maristas.


No dia 28 de outubro de 2014, aniversário do encontro do fundador com o jovem Montagne, inicia-se o ano Montagne. Coincidirá com a celebração do ano da vida consagrada em toda a Igreja. Esse primeiro ícone acompanhará o Instituto Marista até julho de 2015. Será uma recordação da importância e da urgência da missão, tão atual hoje como nos tempos de Champagnat.

Inspirados pelo Fundador, que se dirigiu de La Valla até esse lugar caminhando durante várias horas, também os Maristas de hoje são chamados a caminhar em direção aos jovens Montagne, ali onde se encontram.

Ressoa o insistente apelo do Papa Francisco para deixar a própria comodidade e atrever-se a chegar a todas as periferias que necessitam da luz do Evangelho (EG). Em sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (49) ele diz:


"Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças. Não quero uma Igreja preocupada com ser o centro, e que acaba presa num emaranhado de obsessões e procedimentos. Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida. Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta e Jesus repete-nos sem cessar: «Dai-lhes vós mesmos de comer» (Mc 6, 37)."


O que ardia no coração de Champagnat no caminho de volta a La Valla depois de ter encontrado o jovem Montagne?

O que vibrava em seu interior e o levou a fundar o Instituto poucos meses depois?

Não seria o mesmo caminho que agora estamos chamados a refazer, deixando-nos interpelar profundamente pela situação dos jovens Montagne de hoje?


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