Reputação, mudança e inclusão: características do 2º dia do Ecom

Por Janaina Rauber e Júlia Bueno, estudantes de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social da PUCRS

Por que discutir identidade, coerência e reputação? A resposta pode parecer simples, mas envolve uma gama de significados, principalmente quando diz respeito à área da Comunicação. Com o intuito de levantar novos questionamentos e refletir sobre este universo, o 12º Encontro de Comunicação Marista (Ecom), em seu segundo dia de evento, contou com a presença de Diego Wander, coordenador da Assessoria de Comunicação e Representação Institucional, e do Vice-Presidente da Rede Marista, Ir. Deivis Fischer, responsáveis por introduzir o tema.


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A primeira palestrante da manhã foi Fátima Torri, da Fatto Comunicação. Direcionada, principalmente, para os fatores que envolvem a construção de uma reputação institucional, ela destaca que todo reconhecimento é proveniente do resultado das nossas atitudes. Ao utilizar a Rede Marista como exemplo, afirma: "Formar gente é uma audácia, é uma coragem". Por acreditar que tamanha credibilidade envolve construção diária, olhar sensível e escuta verdadeira, Fátima pontua fortemente a importância de não apenas ser, mas parecer ser.


Evento ocorreu no auditório do Prédio 32 da PUCRS | Amanda Caselli - Famecos/PUCRS
 

Estimulada pela ponderação de que as incertezas geram crises de segurança e pelo questionamento a respeito de como deve ser a comunicação em tempos conturbados, a palestrante observa a necessidade de investir na boa reputação, uma vez que o mundo contemporâneo se torna progressivamente intolerante e instável. "A experiência de quem usa os serviços define a marca", alerta. Além disso, destaca a compreensão que todos devem ter quando o assunto é imagem e identidade - elementos distintos que devem estar em coerência sempre -; autoconhecimento, que origina novas conquistas; e blindagem competitiva.


Depois do breve coffee break, quem assume o microfone é Luíse Bello, planejadora da Think Eva. Centrada no tema A urgência de diálogos honestos, humanos e responsáveis, enfatiza preconceitos de raça, gênero e orientação sexual no meio profissional: "Não é um problema social de anos atrás, é recente". Ao apresentar dados estatísticos e exemplos, ela alerta as desigualdades existentes no Brasil e a falta de humanidade entre as pessoas. "Vivemos numa sociedade tecnologicamente avançada, mas socialmente retrógrada", nota.

Voltada também para os padrões estéticos que estimulam tamanha segregação, Luíse sinaliza a obrigação de todos assumirem as suas responsabilidades. Além disso, atenta para a forma com que as redes sociais podem (e devem) ser utilizadas, sendo meio de comunicação eficaz para informar, respeitar e inovar.


Diego Wander, Fátima Torri e Luíse Bello | Amanda Caselli - Famecos/PUCRS

Histórias para inspirar

No início da tarde, cinco representantes dos empreendimentos maristas compartilharam histórias de vida e ensinamentos proporcionados pelo espírito da instituição. Rafael Brum, ex-aluno do Marista Champagnat, Elisabete Machado, doutoranda em Educação pela PUCRS, Olga Chelkanoff, orientadora educacional do Colégio Marista Irmão Jaime Blazus, Juliano Machado do Nascimento, educador social do Cesmar, e Juliana Pierdona, pedagoga que atua no serviço de recreação do Hospital São Lucas, relatam experiências pessoais e profissionais relacionadas ao convívio marista, motivo pelo qual se orgulham

Ao encerrar o segundo dia de palestras, Mariana Gutheil, co-fundadora da NoOne - consultoria que transforma negócios por meio do Design -, fala sobre atitudes colaborativas. Ela incentiva uma reflexão sobre o mundo o qual vivemos hoje, as consequências da tecnologia e da inovação - forças que promovem mudanças na contemporaneidade - e a maneira de olharmos para o passado, ação que permite compreender o que as pessoas fazem. Mudança é a palavra-chave do bate-papo.

Para ela, é necessário entender a forma com que exercemos nossas atividades, em vez de apenas pensarmos em realizá-las. Quanto à caracterização do ser humano, Mariana reflete: "Emoção não é algo primitivo nem inferior à razão. Ao contrário, são indissociáveis". Considera, portanto, que considerar a visão do outro é de extrema importância, sendo a empatia fundamental nas relações. Por fim, observa: "O que move as coisas é o amor".