Páscoa, tempo de renovação

Páscoa é sinônimo de passagem. Transição da morte para a vida, da dor para a graça. É a novidade do renascer, a possibilidade de novas decisões e novos acontecimentos. A data nos convida a recordar a grandeza do filho de Deus, que superou os próprios limites em nome de um amor incondicional pela humanidade. Quando olhamos para o testemunho de Jesus, percebemos que podemos fazer a passagem que nos leva a conquistar sentimentos nobres. Somos desafiados a assumir um novo jeito de ser, no qual a vida vai tomando mais espaços livres em nós – porque só o ser humano livre tem condições de renunciar aquilo que o destrói, saindo do sepulcro de tudo que o desumaniza. 

Da mesma forma, recordar e celebrar a Páscoa é fazer memória do maior gesto de amor pelos outros: doar a própria vida. Doar-se em pequenos e cotidianos gestos de amor pelo próximo também traduz o espírito pascal de acolhida e entrega generosa. Doar-se é oferecer sopro de vida. Quando o dia a dia parece nos tirar o fôlego e as situações sofridas nos sufocam, Deus faz ressurgir a esperança em nós. Esse sentimento é o que melhor traduz a celebração da Páscoa cristã. Receber e doar o sopro criador.

É preciso descobrir um novo jeito de ser, renovando todos os dias a opção pela vida nova. Que o sopro criador infle os corações cansados e sofridos por um novo fôlego. Que a Páscoa provoque em nós aquele respiro renovado que traz a vontade de ir adiante.